ENTRE QUATRO PAREDES, A HIPOCRISIA PERDE A ROUPA
Em sua estreia na ficção, Cíntia Chagas escreve sobre o que se diz em público — e o que se vive em silêncio.
Em Sexo, amor e hipérboles, a moral fica da porta para fora — no discurso, nas aparências, naquilo que se sustenta em público. Dentro, surgem histórias de desejos inconvenientes, vidas cuidadosamente mantidas em segredo e verdades que não resistem à intimidade.
Porque nem toda virtude sobrevive ao privado…
Nestes trinta contos, acompanhamos personagens que vivem entre excessos, omissões e escolhas que raramente seriam ditas em voz alta.
Com ilustrações de Egon Schiele, o livro ganha uma dimensão visual à altura de seu conteúdo: intensa, íntima e sem concessões.
Seus desenhos, marcados por linhas cruas e corpos expostos, percorrem as páginas com a mesma força dos contos — diretos, inquietantes e difíceis de ignorar.
“Não existe tema que iniba Cíntia Chagas. Tesão feminino desenfreado. Aborto. Trairagem entre amigas. Estupro. Atração por homem que não presta. Atração por mulheres. O melhor de tudo é que Cíntia não perde o humor na maioria dos contos.”
- Sonia Rodrigues (Prefácio de Sexo, amor e hipérboles)
Escritora e professora brasileira, reconhecida por sua linguagem afiada, senso crítico apurado e estilo marcante. Com forte presença nas redes sociais, tornou-se referência ao abordar comportamento, relações humanas e comunicação com ironia elegante e observações contundentes.
Em sua produção literária, Cíntia transita entre o humor ácido e a análise psicológica das emoções, explorando temas como amor, poder, vaidade, moralidade e desejo. Seus textos se destacam pelo ritmo ágil, diálogos inteligentes e personagens intensos — muitas vezes exagerados na medida exata para revelar verdades incômodas.
Cíntia Chagas